12.23.2011

Natal, e viva ao consumismo!

     Já lá vai o tempo em que era católica sem saber porquê. A minha família, especialmente do lado do meu pai, é muito religiosa, quase a um nível doentio nalguns casos. À conta disso, desde pequenina que fui orientada para o catolicismo, a acreditar no menino jesus, a ir às missas, à catequese, e vá lá que não me tornaram escuteira! Eu sabia quais eram as bases das crenças católicas, mas sinceramente, desde pequena que tinha a sensação que algo estava mal... Desde que penso pela minha própria cabeça e me questiono realmente sobre esses assuntos, que me tenho apercebido que há muitos aspectos nas crenças e tradições católicas que não fazem sentido.
     Tudo isto para dizer que, sinceramente, não acho que se celebre o Natal pelo nascimento de Cristo. Não acho nem nunca achei. Desde bebés que as crianças são aliciadas é pela chegada do Pai Natal, qual menino Jesus. Esse não trás cá prendas, o magano! 
     Já lá vão uns anos que não sou católica, porque já me sentia hipócrita de me declarar crente duma religião com a qual não me identificava minimamente e que para mim tem tanto contrasenso que, enfim, já não faz sentido nenhum. Porém, não sou o tipo de pessoa que odeie o Natal. Vejo imensa gente que diz que não pode com esta época, seja pelo cariz religioso, seja pelo consumismo excessivo. Eu, antes pelo contrário, gosto mesmo do espírito natalício.
     Gosto das canções de Natal, das decorações, da neve falsa nas janelas (em casas alentejanas então, rio-me tanto, adoro), dos anjinhos todos pirosos aqui e ali... Que é que se há de fazer? 

     Por outro lado, em relação ao consumismo... Claro que não gosto do facto de hoje em dia o Natal só significar PRENDAS, mas o que me interessa é eu não ser consumista. A minha política é mesmo só dar presentes simbólicos, com que eu saiba que as pessoas a quem os vou dar se indentifiquem. Claro que isso nem sempre é tarefa fácil, especialmente quando se tratam de prendas para rapazes (estou totalmente à rasca), mas acho mesmo horrível dar prendas genéricas, só por dar. Isso sim, tira o espírito natalício todo.

     Como tenho orçamento de estudante, também estabeleço um limite de dinheiro a gastar e tento dar presentes mais ou menos no mesmo valor a toda a gente - que não é muita, limito-me a família e amigos próximos. 


     Quanto aos chamados self-presents... Isso já é outra coisa, haha! No proximo post falo desses maganos. Benditas promoções da pressa 

    Feliz Natal followers fofinhos!

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